AGOSTOS –
Finalmente, agosto chegando ao ocaso, já terminou. Já vai tarde e atrasado, graças a Deus e faço gosto depois de tantos desgostos, enfim…
Foi um mês onde aconteceu de tudo quanto não presta em matéria de doenças e muito mais, Ave Maria!
Padecia de uma doença e quando estava ficando bom, nos trinks, outra enfermidade aparecia e mais que depressa dizia: venha, eu não queria mas ia, na base da força virótica ou outra maléfica qualquer, eh! lasqueira…
Agosto veio pra riba de mim com dois quentes e um fervendo, atrapalhando meu dia a dia, me expulsando de Búzios e ainda achando pouco, tirando-me o direito de caminhar no Parque da Cidade, coisa que aprecio e faz um bem danado
Hoje, finalmente livre desse Agosto desgostoso, dei o troco e voltei a caminhar no Parque da Cidade, o que o fiz com muito gosto. Digo até que a natureza caprichou nos mimos para comigo: teve desfile de aracuã, sonhaçu – uma raridade – , floração da primavera, com suas cores e cheiros característicos .
A variedade de borboletas dava a tonalidade das cores , enquanto o vento mais açodado balançavam os galhos que junto com as folhas davam a sonoridade ao barulho do silêncio.
Oh! Deus meu, quanta felicidade!
A POESIA SERVE SIM
MANDINGA
Ah! Agosto…
Sem gosto,
Só dissabores, desgostos
No teu ocaso, com gosto
Te digo Agosto
Setembro vem aí
Que gosto!
Finalmente a primavera…
José Alberto Maciel Oliveira – Representante comercial aposentado