UM POUCO MAIS DE CORREÇÃO, POR FAVOR –
Eu não sou uma pessoa simplória a ponto de achar que a humanidade pode funcionar sem recompensa. Entendo, portanto, o valor do dinheiro, do pagamento, do salário. O que me confunde, de forma geral, é o que as pessoas são capazes de fazer para consegui-lo.
De uma “passada de perna” à nossa corrupção nacional, são muitos passos, dados aos poucos, creio eu, mas que no quadro geral mostram apenas uma bola neve, que no alto da montanha desce pequena e cresce com ajuda tão somente da falta de obstáculos.
O excesso de “vitaminas da corrupção” começa em casa, quando deixamos de ensinar sobre a enorme importância da honestidade de uma forma geral. Que a moeda em cima da mesa não é sua, mas de quem a deixou lá, que não se leva “um confeito a mais” no mercadinho da esquina só porque ninguém vai notar, que dez centavos fazem diferença, sim, e o troco é sempre de quem pagou.
Encorpamos a corrupção na escola, no supermercado, no curriculum, no trabalho, nos “gatos”de luz, água, e TV. Subnutrimos a correção em pequenos atos que parecem naturais e são amplamente justificados pelos enormes abismos nos quais o sistema nos deixa de assistir.
Se o SUS não atende quem é de bairro A quando este mesmo bairro não possui assistência, mentimos a residência e, por necessidade, corrompemos. Se alguém faz um serviço bem feito, logo o colega se faz de morto para não fazer a sua parte. Sempre vai existir alguém tentando vender gato por lebre. E por aí vai.
Votar bem é importante, mas primordial é saber onde se está errando e aprender a melhorar independe do erro do outro, pois, se cada um não faz a própria parte, o mundo não melhorará. Já disse Mahatma Gandhi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo.” E se cada um não parar do início, logo na “passada de perna”, seremos ao final todos tolos sendo enganados e nos fingindo de cegos para passarmos melhor.
Vamos subnutrir a corrupção, a inteligência voltada para o mal, a ganância exacerbada, a febre do ouro de papel. O dinheiro traz conforto, mas não traz família, não traz amor verdadeiro nem lealdade, não dá paciência. O dinheiro paga viagens, mas momentos inesquecíveis não têm preço e podem acontecer em qualquer lugar. Pense menos no que se tem e mais no que se é e naquilo que se pode oferecer ao outro.
Ana Luíza Rabelo Spencer, advogada (rabelospencer@ymail.com)
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